Dólar em 2025: queda histórica e sinais de fraqueza global

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07 de janeiro de 2026

Dólar em 2025: queda histórica e sinais de fraqueza global

Em 2025, o dólar americano teve um desempenho surpreendentemente fraco frente ao real e outras principais moedas globais. No Brasil, a moeda encerrou o ano cotada em torno de R$ 5,48, acumulando uma queda de 11,18% no ano, um dos recuos mais acentuados dos últimos anos. Segundo reportagem do portal  Valor Econômico, mesmo a valorização de 2,88% no mês de dezembro não apagou a forte desvalorização no mercado doméstico no acumulado do ano. 

Fonte: Valor Econômico

Segundo matéria do portal CNN Money, entre os fatores que influenciaram a queda histórica da moeda frente o real, estão a volta de Donald Trump à Casa Branca, o choque global da política tarifária dos Estados Unidos, o cessar-fogo no Oriente Médio, o novo capítulo da crise das estatais brasileiras e o afunilamento das disputas eleitorais para 2026.

Já o portal Exame analisa que a fraqueza observada no dólar não foi isolada no Brasil. Em análises mais amplas do mercado financeiro internacional, 2025 foi classificado como um dos anos mais fracos da moeda desde a década de 1970, com impactos globais que refletiram nas principais moedas emergentes e desenvolvidas. Relatórios econômicos indicam que a tendência de desvalorização esteve associada a decisões de política monetária no exterior e à busca por alternativas de investimento em ativos de maior risco ou retorno, incluindo mercados emergentes.

Expectativas para 2026: volatilidade, política monetária e eleições no radar

Ao entrar em 2026, o dólar mantém um cenário de volatilidade, com movimentos de mercado ainda sensíveis às políticas monetárias dos Estados Unidos e às expectativas de crescimento econômico global. Segundo o portal Valor, no primeiro pregão do ano, a moeda americana seguiu sua tendência de baixa no Brasil, sendo cotada em torno de R$ 5,42 no dia 2 de janeiro de 2026, refletindo a continuidade do momentum de fraqueza observado no fim de 2025. 

Os próximos meses podem ser influenciados por importantes eventos econômicos e plolíticos. A expectativa de cortes adicionais nas taxas de juros pelo Fed tende a permanecer no radar dos investidores, o que poderia sustentar a pressão descendente sobre o dólar — ao menos no curto prazo. 

No Brasil, relatórios como o Boletim Focus sinalizam que o mercado projeta um dólar em torno de R$ 5,50 ao fim de 2026, sugerindo estabilização, ainda que com amplitude de variação, em relação aos níveis observados no começo do ano. Esses números refletem uma visão de equilíbrio entre fatores macroeconômicos domésticos e externos, considerando tanto a dinâmica de juros quanto a evolução das pressões inflacionárias e fiscais. 

Além disso, análises internacionais citadas pela Morgan Stanley apontam que a trajetória cambial em 2026 pode ser marcada por flutuações mais amplas, com perspectivas de fraqueza continuada no primeiro semestre e possível recuperação na segunda metade do ano, dependendo do desempenho dos indicadores econômicos dos Estados Unidos e das decisões do Federal Reserve. 

Em síntese, 2026 começa com um dólar sob influência de múltiplos vetores. Para empresas e agentes econômicos que operam com comércio exterior, como exportadores e importadores, essa combinação de elementos ressalta a importância de estratégias de hedge e acompanhamento contínuo das variáveis financeiras que moldam o cenário cambial.

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