Dólar sobe 3,07 % em julho com foco em investimento nos EUA, tensão fiscal e tarifas americanas

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04 de agosto de 2025

Dólar sobe 3,07 % em julho com foco em investimento nos EUA, tensão fiscal e tarifas americanas

O dólar à vista registrou alta acumulada de 3,07 % em julho de 2025, marcando o pior desempenho do câmbio no ano até o momento. A moeda oscilou entre R$ 5,40 no início do mês e atingiu máxima próxima de R$ 5,60 no fechamento do dia 31, encerrando a sessão cotado a R$ 5,6008.

Fonte: Valor Econômico

Segundo o portal E‑Investidor (Estadão), esse movimento refletiu um ambiente global de aversão ao risco. A valorização internacional do dólar (índice DXY) avançou 2,7 % em julho, impulsionada por sinais de que o Federal Reserve manterá juros elevados por mais tempo, tornando os ativos americanos mais atrativos.

Ainda conforme o E‑Investidor, internamente o cenário foi influenciado por incertezas quanto às finanças públicas brasileiras — especialmente o impasse entre o governo federal e o Congresso sobre propostas fiscais — e preocupações com a escalada das negociações tarifárias com os Estados Unidos. Essas incertezas ampliaram a pressão sobre o real e limitaram operações de câmbio relacionadas a investimento e comércio exterior.

O portal Valor Econômico, por sua vez, destaca que no fim do mês os EUA anunciaram a aplicação de tarifas de 50 % sobre produtos brasileiros, cuja entrada em vigor estava programada para 1º de agosto. As tarifas, como foi amplamente divulgado, incluíram isenções para cerca de 700 itens sensíveis, mas mesmo assim elevaram o custo do dólar durante o pregão, com a cotação chegando a R$ 5,59 em fechamento do dia 31.

Perspectivas para agosto

O mês de agosto deve seguir com clima de cautela nos mercados, sobretudo em função da continuidade dos riscos fiscais no Brasil e da implementação das tarifas americanas. Analistas consultados pelo E‑Investidor (Estadão) apontam que o dólar pode romper o patamar de R$ 5,60 se houver escalada comercial ou piora da percepção de risco doméstico. Por outro lado, caso ocorra melhora no cenário fiscal brasileiro e sinais de corte de juros nos EUA, o câmbio poderia recuar para abaixo de R$ 5,30.

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