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06 de novembro de 2026

Fretes marítimos oscilam em outubro e mantêm mercado em alerta

Fretes marítimos oscilam em outubro e mantêm mercado em alerta

Os fretes marítimos internacionais encerraram outubro de 2026 praticamente estáveis em relação ao início do mês, mas apresentaram oscilações importantes entre as principais rotas. Segundo a Drewry, o World Container Index (WCI) fechou 29 de outubro em US$ 4.429 por contêiner de 40 pés, queda semanal de 3% e resultado próximo aos US$ 4.434 registrados em 1º de outubro. A redução foi puxada principalmente pelas rotas transpacíficas, enquanto os trajetos entre Ásia e Europa apresentaram recuperação. O comportamento reforça que, mesmo com a desaceleração da demanda em alguns mercados, os custos logísticos continuam sujeitos a mudanças na oferta de navios e nas condições operacionais.

Um dos fatores que mais influenciaram o mercado foi a gestão de capacidade pelos armadores. Conforme a Drewry, estavam previstos 56 cancelamentos de viagens entre 2 de novembro e 7 de dezembro, equivalentes a 8% das 715 partidas programadas nas principais rotas Leste-Oeste. A estratégia permite ajustar a oferta de espaço à demanda e pode limitar reduções mais expressivas nas tarifas. Ao mesmo tempo, a Xeneta identificou recuperação dos preços entre o Extremo Oriente e a Europa na segunda quinzena de outubro. Segundo Peter Sand, analista-chefe da consultoria, a demanda continua desempenhando papel importante na sustentação das tarifas, mesmo diante do aumento da capacidade disponível.

Outro movimento relevante foi a retomada gradual das operações pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. De acordo com análise da Xeneta, a capacidade semanal programada para atravessar o estreito de Bab el-Mandeb chegou a aproximadamente 448 mil contêineres de 20 pés (TEUs) em 5 de outubro, praticamente o dobro do volume registrado seis semanas antes. Para Emily Stausbøll, analista sênior da consultoria, o retorno às rotas mais curtas representa uma mudança importante na estratégia das companhias marítimas. A tendência é que essa reorganização amplie a disponibilidade de navios, mas congestionamentos, ajustes de serviços e riscos geopolíticos ainda podem dificultar a estabilização dos preços.

Para os exportadores brasileiros de madeira, outubro reforçou a importância de acompanhar não apenas os valores dos fretes, mas também a disponibilidade de espaço e a regularidade dos embarques. Produtos como madeira serrada, compensados e painéis dependem de custos competitivos e previsibilidade de entrega para atender aos compradores internacionais. Embora os índices globais não representem diretamente as tarifas praticadas nas rotas com origem no Brasil, eles ajudam a identificar tendências capazes de influenciar as negociações logísticas. Nesse cenário, antecipar reservas de embarque, avaliar alternativas de transporte e considerar possíveis oscilações na formação dos preços continuam sendo medidas importantes para preservar margens e competitividade no comércio exterior.


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