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01 de outubro de 2026
Fretes marítimos seguem caros e pressionam exportadores
Os fretes marítimos encerraram setembro de 2026 ainda em patamar elevado e com comportamentos diferentes entre as principais rotas globais. Conforme a Xeneta, o mercado seguiu pressionado nos embarques do Extremo Oriente para os Estados Unidos, especialmente para a Costa Leste, enquanto Europa e Mediterrâneo passaram a registrar quedas. A diferença mostra que o mercado marítimo continua longe de uma normalização ampla: capacidade, combustível, congestionamentos e instabilidade geopolítica seguem influenciando a formação dos preços.
O World Container Index da Drewry encerrou a leitura de 24 de setembro em US$ 4.468 por contêiner de 40 pés, queda semanal de 1%, puxada principalmente pela redução nas rotas Ásia-Europa. Ainda assim, a própria Drewry projetava 58 viagens canceladas entre o fim de setembro e o início de novembro, o equivalente a 8% das 712 viagens programadas nas principais rotas Leste-Oeste. Esse movimento indica que os armadores continuam administrando a oferta de capacidade para evitar quedas mais fortes nas tarifas.
Outro fator decisivo foi o combustível. Segundo a Reuters, o aumento do combustível marítimo, pressionado pela guerra envolvendo o Irã, levou analistas a avaliarem que os fretes de contêineres ainda poderiam testar recordes. O bunker chegou a US$ 901,50 por tonelada métrica em 17 de setembro, ante US$ 543,50 em 27 de fevereiro, de acordo com dados da Ship & Bunker citados pela agência. Como o combustível representa uma parcela relevante do custo operacional dos navios, essa alta tende a aparecer em sobretaxas e repasses nas negociações de frete.
Para os exportadores brasileiros de madeira, o cenário reforça a necessidade de planejamento logístico e comercial mais cuidadoso. Madeira serrada, compensados e painéis competem em mercados sensíveis a preço, prazo e previsibilidade de entrega. Mesmo quando algumas rotas começam a ceder, o mercado segue sujeito a novas pressões por combustível, cancelamento de viagens e gargalos operacionais. Por isso, acompanhar os indicadores globais, negociar booking com antecedência, comparar alternativas de rota e considerar possíveis oscilações nos custos logísticos continua sendo essencial para proteger margens e manter competitividade nos embarques internacionais.
01 de outubro de 2026