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01 de julho de 2026
Dólar sobe 2,32% em junho; no ano moeda tem queda de quase 6%
Em junho, o dólar encerrou o mês em alta ante o real, apesar da leve queda no último pregão de junho. Segundo o portal InfoMoney, a moeda norte-americana fechou a sessão de 30 de junho a R$ 5,1626, recuo de 0,19% no dia, mas avanço de 2,32% no mês e queda de 5,95% no acumulado de janeiro a junho. Conforme o IpeaData/Banco Central, a PTAX de compra ficou em R$ 5,1760 em 30 de junho, acima dos R$ 5,0297 registrados em 1º de junho, reforçando a virada mensal do câmbio.
Fonte: Valor Econômico
O movimento combinou fatores técnicos e macroeconômicos. Segundo o portal InfoMoney, o último pregão foi marcado pela disputa em torno da formação da PTAX de fim de mês, usada como referência para liquidação de contratos futuros e conversão de valores em moeda estrangeira em balanços. De acordo com a Folha de S.Paulo, os investidores também acompanharam dados de emprego no Brasil e nos Estados Unidos, atentos ao efeito desses indicadores sobre as decisões do Banco Central e do Federal Reserve, em um contexto de saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira.
A leitura dos especialistas reforça que a pressão não foi apenas pontual. Segundo Estadão Conteúdo, em matéria publicada pelo UOL, Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, avaliou que o dia teve correção técnica após ganhos recentes do câmbio, enquanto Sergio Goldenstein, da Eytse Estratégia, associou a alta de junho ao avanço global da moeda norte-americana, a dados fortes de atividade nos Estados Unidos, à mudança de expectativas sobre a política monetária americana e a ruídos fiscais e políticos no Brasil. O Valor Econômico também destacou o encerramento da sessão em queda após um mês negativo para o real, reforçando que a baixa diária não alterou o tom de pressão visto ao longo de junho.
Para os exportadores brasileiros de madeira, a alta mensal do dólar tende a melhorar a conversão das receitas em reais e pode favorecer margens em contratos indexados à moeda norte-americana. Ao mesmo tempo, a queda acumulada de cerca de 6% no primeiro semestre mostra que o câmbio de 2026 ainda opera em patamar mais apreciado para o real do que no início do ano, reduzindo parte do ganho cambial esperado por quem vende ao exterior. Na prática, o cenário exige atenção redobrada à formação de preços, prazos de fechamento, custos logísticos dolarizados e proteção cambial, já que a volatilidade segue relevante para a competitividade da madeira brasileira nos mercados internacionais.