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12 de março de 2026

Fevereiro tem retração nas exportações de madeira



As exportações dos produtos madeireiros acompanhados pela WoodFlow apresentaram uma retração de 5% em volume e 8% em valor em fevereiro, na comparação com janeiro deste ano. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda é ainda maior, de 15% em volume e de 19% em valor. 

“Vale lembrar que nesse mês, ano passado, o mercado vivia uma corrida para atender a demanda dos Estados Unidos antes da aplicação das tarifas de importação. Agora, até o dia 24 de fevereiro nós ainda tínhamos tarifas em vigor para os produtos brasileiros. O que, acredito, desestimulou a compra dos nossos produtos pelo nosso principal cliente", destacou Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow. 


Fonte: WoodFlow, com dados ComexStat.


Porém a expectativa ainda é de uma cautela no mercado externo. Pois, apesar da revogação das tarifas impostas pelo International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), que no caso do Brasil foram de 10% + 40%, há a insegurança de uma nova tarifa de 10%, que pode ser de 15%. E, além das tarifas, há toda a questão geopolítica internacional, com a guerra dos EUA e Irã.

“Tenho falado que exportadores se tornaram verdadeiros especialistas em geopolítica. Pois devemos estar atentos a todos os movimentos para poder garantir embarques", acrescentou Gustavo. 

Destaques de fevereiro

O destaque do mês de fevereiro está no aumento do consumo de compensado de pinus brasileiro por países da Europa. No mês passado, dos US$ 46,4 milhões comercializados desse produto, US$ 8,9 mi foram para Alemanha. Outros países do continente figuram nas primeiras colocações, como Itália, com US$ 4,5 mi e Reino Unido, com US$ 3,7 mi. Os Estados Unidos compraram US$ 6,4 mi desse produto. 

“Dois meses ainda é pouco para poder se estabelecer como será o ano de 2026 em nosso mercado. Por isso, devemos ficar atentos aos desdobramentos da guerra e das tarifas para poder manter nosso produto de forma competitiva no mercado", finalizou Gustavo. 



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