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01 de setembro de 2026
Dólar avança 2,17% em agosto, mas cai 5,63% no ano
Em agosto, o dólar comercial voltou a ganhar força frente ao real, revertendo parte da queda registrada em julho. Segundo o gráfico do Valor Econômico, elaborado pelo Valor Data, a moeda norte-americana encerrou o mês com alta acumulada de 2,17%, apesar do recuo de 0,31% no último pregão. No acumulado do ano, porém, o dólar ainda registra queda de 5,63%, mantendo um cenário menos favorável para a conversão das receitas de exportação em reais quando comparado ao início de 2026. Conforme o portal InfoMoney, com informações da Reuters, a moeda fechou o dia 31 de agosto cotada próxima de R$ 5,18.
Fonte: Valor Econômico/Valor Data.
A trajetória do mês mostra que a valorização do dólar não ocorreu de forma linear. O gráfico do Valor Data indica que a moeda saiu da casa de R$ 5,07 no fim de julho, oscilou na primeira semana de agosto e ganhou força na metade do mês, quando chegou a superar R$ 5,22. Depois, o câmbio perdeu parte desse fôlego, voltou à faixa de R$ 5,14 e encerrou agosto novamente perto de R$ 5,18. Segundo a Folha de S.Paulo, o fechamento do último pregão foi influenciado pelo avanço do petróleo, pelo cenário eleitoral e pelo movimento da moeda norte-americana no exterior.
Entre os fatores que explicam a oscilação do mês estão a percepção de risco sobre o Brasil, a saída de recursos estrangeiros, as expectativas em torno dos juros nos Estados Unidos e a tensão geopolítica no Oriente Médio. De acordo com a Reuters, publicada pelo UOL, o dólar recuou no último dia de agosto em meio ao noticiário político, à alta do petróleo e à queda da moeda norte-americana frente a outras divisas. O mercado também acompanhou a formação da Ptax de fim de mês, referência calculada pelo Banco Central a partir de consultas diárias ao mercado e usada em contratos, liquidações e conversões em moeda estrangeira.
Para os exportadores brasileiros de madeira, a alta mensal do dólar tende a melhorar a receita convertida em reais e pode aliviar margens em operações fechadas em moeda norte-americana. No entanto, a queda acumulada no ano mostra que o câmbio ainda está abaixo do patamar observado no início de janeiro, reduzindo parte do ganho cambial esperado por quem vende ao exterior. Na prática, agosto reforça que a competitividade da madeira brasileira depende não apenas da cotação de fechamento, mas também do momento de negociação dos contratos, dos prazos de embarque, dos custos logísticos dolarizados e da capacidade das empresas de se protegerem da volatilidade cambial.
24 de agosto de 2026