Início Blog WoodFlow Dólar cai 1,8% em julho e acumula queda de 7,6% no ano

03 de agosto de 2026

Dólar cai 1,8% em julho e acumula queda de 7,6% no ano

Em julho, o dólar comercial voltou a perder força frente ao real, em um movimento importante para empresas brasileiras que atuam com exportação. Segundo o portal InfoMoney, a moeda norte-americana encerrou o último pregão do mês, em 31 de julho, cotada a R$ 5,0686, com alta de 0,13% no dia, mas queda acumulada de 1,82% no mês. O gráfico do Valor Econômico, elaborado pelo Valor Data, aponta movimento semelhante: avanço diário de 0,17%, queda de 1,81% em julho, recuo de 7,64% no acumulado do ano e baixa de 9,48% em 12 meses.

Fonte: Valor Econômico/Valor Data.

A trajetória do mês mostra que a valorização do real não ocorreu de forma linear. O dólar começou julho ainda acima de R$ 5,16 e chegou a superar a marca de R$ 5,20 nos primeiros pregões, mas perdeu força ao longo das semanas, aproximando-se da faixa de R$ 5,07 na segunda metade do mês. De acordo com o InfoMoney, o fechamento de 31 de julho foi influenciado por fatores técnicos, como a disputa pela formação da PTAX de fim de mês e o atraso na abertura dos mercados da B3. Conforme os Dados Abertos do Banco Central, a PTAX é uma referência calculada a partir de consultas diárias ao mercado e usada como base para contratos, liquidações e conversões em moeda estrangeira.

Para os exportadores brasileiros de madeira, a queda do dólar tem efeito direto sobre a conversão das receitas em reais. Quando a moeda norte-americana recua, contratos fechados em dólar passam a render menos em moeda nacional, o que pode pressionar margens, especialmente em operações com custos logísticos, industriais e financeiros contratados em reais. Ao mesmo tempo, a queda acumulada de 7,64% no ano indica que o câmbio de 2026 está mais favorável ao real do que no início de janeiro, reduzindo parte do ganho cambial que costuma ajudar empresas exportadoras em momentos de dólar mais valorizado.

Na prática, julho reforça a importância de planejamento cambial para a indústria madeireira. Mais do que observar a cotação de fechamento, exportadores precisam acompanhar a tendência do mês, os momentos de fechamento de contrato, os prazos de embarque e a formação de preço em mercados internacionais. Em um cenário no qual o dólar cai no acumulado, mas ainda apresenta oscilações relevantes ao longo do mês, a previsibilidade passa a ser um fator estratégico para proteger margens, negociar melhor com compradores externos e manter a competitividade da madeira brasileira no comércio internacional.


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